6.2 Por que cobrir controvérsias?


Como Christine Gorman, ex-editora associada de ciência da revista Time, disse uma vez: assim como na boa literatura, conflito ou controvérsia freqüentemente rendem boas matérias.

Leitores e audiências gostam das controvérsias e essas matérias também podem ser mais atraentes para os repórteres. Editores de jornais gostam mais de dar espaço na capa para matérias de ciência que possuem um ângulo de abordagem controverso e que, por isso, podem vender mais cópias do jornal ou aumentar a audiência de um programa de TV.

Questões controversas são uma boa oportunidade para educar os leitores e aumentar a consciência do público sobre questões como mudanças climáticas ou Aids.

A boa cobertura de questões científicas controversas pode beneficiar o público. Por exemplo, relatos sobre os perigos dos fornos a lenha tradicionais para a saúde levaram, na Índia, a um programa sobre “fogões sem fumaça”, realizado pela Agência para a Energia Não-convencional e Tecnologia Rural (Anert, na sigla em inglês):
[http://www.unesco.or.id/apgest/pdf/india/india-bp-re.pdf]

As recompensas de uma matéria de grande visibilidade ou controversa podem ser grandes para o repórter: seu nome será notado nas redações e pela comunidade científica. Isso aumenta suas chances de receber outras denúncias e entrar em contato com pessoas que podem se tornar suas fontes para outras matérias controversas no futuro.

Todo jornalista deseja fazer uma matéria controversa ou investigativa ao longo de sua carreira. As chances de fazer isso podem ser maiores para repórteres que cobrem crimes ou política.

Esta lição vai tentar convencer você de que também há boas chances de cobrir matérias assim na área de ciências, mas só se você souber identificar e perseguir esse tipo de notícia.


anterior | página principal | próxima